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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

INTROVERTIDO OU EXTROVERTIDO: VEJA A PESQUISA




Você gosta de jogar conversa fora? Prefere um papo em particular ou atividades em grupo? Estas e várias outras perguntas muitas vezes servem como testes de personalidade para revelar quão introvertido ou extrovertido você é, mas o que isso realmente significa? Conheça a ciência por trás de uma pessoa ser expansiva, ou preferir ficar quietinha no seu canto lendo um livro.
A extroversão e a introversão (E/I) são reconhecidos como aspectos fundamentais da personalidade das pessoas. Hoje, são consideradas partes de uma série de diferentes escalas de personalidade, mas a ideia de E/I remonta a quase um século

No começo do século passado, o psicólogo suíço Carl Jung cunhou os termos “introvertido” e “extrovertido” em seu trabalho do ano de 1920, “Psychologische Typen” (“Tipos Psicológicos”). Em seu modelo, as diferenças entre as personalidades das pessoas basicamente se resumiam à energia: pessoas extrovertidas são energizadas pelas interações sociais, ao passo que esses mesmos encontros sociais são energeticamente desgastantes para os introvertidos. Ou seja, depois de participar de uma festa ou qualquer outra reunião social, os introvertidos precisam de tempo sozinho para “recarregar”.
Os extrovertidos são geralmente considerados sinceros, expansivos e preocupados com o que está acontecendo com o mundo exterior. Os introvertidos, por outro lado, sofrem um estigma social maior por serem tranquilos, reflexivos e focados em seu próprio mundo interior. No entanto, E/I são muitas vezes vistos como conceitos abertos, uma vez que as pessoas podem apresentar uma mistura das tendências de introversão e extroversão.
O próprio Jung acreditava que as pessoas não poderiam ser completamente introvertidas ou totalmente extrovertidas. “Não existe isso de um introvertido ou extrovertido puro”, ele teria dito. “Essa pessoa estaria no manicômio”.
Várias décadas após Jung, o psicólogo alemão Hans Eysenck desenvolveu um modelo mais baseado na biologia para explicar as origens e as implicações da E/I. Segundo a teoria de Eysenck, os comportamentos introvertidos e extrovertidos se dão devido às diferenças de excitação cortical (a velocidade e a quantidade de atividade do cérebro). Comparados com os extrovertidos, os introvertidos têm naturalmente um nível mais elevado de excitação cortical, o que faz com que eles consigam processar mais informações por segundo.

Isso significa, essencialmente, que se você colocar pessoas introvertidas em um ambiente com um alto grau de estimulação, como um restaurante cheio, elas vão rapidamente ficar sobrecarregadas, o que obrigará seu cérebro a “desligar” para interromper o fluxo de informação. Devido a este fato, os introvertidos tendem a evitar tais ambientes muito ativos. Os extrovertidos, por outro lado, são apenas minimamente excitados nesses casos. Por isso, procuram ambientes altamente estimulantes para aumentar seus níveis de excitação.
Outras teorias para E/I também existem. Uma ideia proeminente ressalta o envolvimento de sistemas de recompensa no cérebro das pessoas, o que sugere que o cérebro dos extrovertidos são mais sensíveis a recompensas – como aquelas inerentes às interações sociais – que o cérebro dos introvertidos. Esta sensibilidade aumenta o desejo dos extrovertidos de participar de certas situações e eventos.
Dado o fato de que algumas teorias sobre E/I envolvem explicações neurobiológicas, os cientistas já tentaram encontrar evidências experimentais para elas. Já houve inúmeros estudos de neurociência realizados sobre esse assunto ao longo dos anos, muitos dos quais mostram que o cérebro dos introvertidos e dos extrovertidos são realmente diferentes.
Por exemplo, em 1999, cientistas mediram o fluxo sanguíneo cerebral de pessoas introvertidas e extrovertidas utilizando o método da tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês), enquanto os participantes do experimento pensavam livremente. Os pesquisadores descobriram que os introvertidos possuíam um fluxo sanguíneo mais intenso em seus lobos frontais e no tálamo anterior – regiões do cérebro envolvidas em recordar acontecimentos, fazer planos e resolver problemas.
Os extrovertidos, por sua vez, apresentavam mais fluxo de sangue nas áreas do cérebro envolvidas com a interpretação de dados sensoriais, incluindo o giro do cíngulo anterior, os lobos temporais e o tálamo posterior. Os dados sugerem, como Jung acreditava, que os extrovertidos têm a atenção voltada para fora e os introvertidos, para dentro.
Os mais quietos são aqueles que mudam o mundo
Esta mesma pesquisa também mostrou que os introvertidos têm mais atividade neuronal do que os extrovertidos em regiões do cérebro associadas ao aprendizado, ao controle motor e ao controle de vigilância, e que seus córtex pré-motores processam estímulos externos de forma mais rápida.
Outro estudos também sugerem que o cérebro de pessoas extrovertidas presta mais atenção em rostos humanos do que o cérebro dos introvertidos. Na realidade, os pesquisadores descobriram que o cérebro de pessoas introvertidas responde a faces humanas assim como o faz a imagens de flores. Os extrovertidos, por outro lado, mostram uma resposta mais forte ao rosto, o que sugere que os rostos humanos, ou as pessoas em geral, possuem um maior significado para eles. Isso explica, pelo menos em parte, por que buscam a companhia de outras pessoas.
E a diferença continua. Em termos de linguagem, pesquisadores revelaram que os extrovertidos e os introvertidos falam de forma diferente. Mais especificamente, os extrovertidos usam palavras mais abstratas, enquanto o outro grupo costuma falar de maneira mais concreta, pelo menos quando se trata de descrever objetos. Os pesquisadores pediram que os participantes descrevessem em voz alta o que acontecia em diferentes fotos. A conclusão foi de que os introvertidos eram mais precisos em suas descrições.
Quando se trata de aprender uma segunda língua, entretanto, os extrovertidos podem se dar melhor, uma vez que são mais propensos a “usar seu sistema de linguagem até o limite”. Ao contrário de seus colegas mais tranquilos, os extrovertidos utilizam mais facilmente o que eles aprendem e se envolvem mais facilmente em conversas dentro e fora da sala de aula.
Pesquisadores também descobriram que o comportamento sexual de risco, como sexo desprotegido, está associado à “busca de sensações”, uma característica relacionada à alta extroversão. Esse pessoal também é mais propenso a se envolver em esportes de alto risco, incluindo parapente e paraquedismo. Além disso, algumas pesquisas já relacionaram a alta extroversão (e autoestima elevada, que pode ser influenciada pela extroversão) com o tabagismo na adolescência.
Talvez a mais importante – e consistente – descoberta das pesquisas em E/I é que os extrovertidos são, em geral, mais felizes do que os introvertidos, e essa felicidade dura por décadas. Os cientistas têm se empenhado para identificar a causa da felicidade dos extrovertidos, embora eles ainda não tenham muita certeza sobre os motivos reais.
Os pesquisadores suspeitam que os extrovertidos possam sentir mais felicidade do que os introvertidos porque são mais sensíveis a situações sociais gratificantes. Outra hipótese é a de que essa felicidade venha do envolvimento mais constante em atividades sociais. Alguns cientistas pensam que a felicidade perpétua dos extrovertidos decorre de suas maiores habilidades de regulação do humor. Ou talvez eles sejam mais felizes porque se atêm firmemente a todas suas boas lembranças.
Ao mesmo tempo, no entanto, os cientistas têm questionado se realmente os extrovertidos são mais mesmo ou se eles apenas expressam mais seus sentimentos. Há também a questão de como, exatamente, se deve definir o conceito de “felicidade”. Seja qual for o caso, os dois grupos se beneficiam de diferentes estratégias de aumento da felicidade, dadas as diferenças inerentes dos tipos de personalidade.
Em um livro recente sobre introversão, a autora Susan Cain explica que, embora introvertidos componham de um terço a metade da população mundial, a sociedade ocidental – os Estados Unidos, em particular (o mesmo pode ocorrer no Brasil) – é toda centrada em indivíduos extrovertidos.
Ela observa que as escolas e os locais de trabalho são projetados para as pessoas extrovertidas, sob a crença de que a colaboração é a chave para a criatividade e a produtividade (o oposto do que é verdadeiro para os introvertidos). Além disso, os traços extrovertidos são altamente valorizados na sociedade de hoje, o que faz com que os introvertidos sintam que algo está errado com eles (e, talvez, os deixem infelizes). Ela propõe um novo sistema que dê aos introvertidos a solidão de que eles tanto precisam.
FONTE: http://hypescience introvertida-e-extrovertida/