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quarta-feira, 6 de março de 2013

VENEZUELA EM LUTO, HOMENAGEIA CHÁVEZ...



Em luto, Venezuela homenageia Chávez com cortejo fúnebre até Academia Militar

Milhares acompanham cortejo fúnebre do presidente Hugo Chávez em Caracas


Vestidos de vermelho, cor símbolo da chamada Revolução Bolivariana chavista, parentes, equipe de governo e milhares honram líder venezuelano, cujo corpo ficará exposto até sexta

Caixão coberto pela bandeira venezuelana leva corpo do presidente Hugo Chávez durante cortejo fúnebre em Caracas





Às centenas de milhares, partidários em lágrimas de  Hugo Chávez, que  morreu na terça-feira aos 58 anos após uma batalha de quase dois anos contra um câncer, carregaram nesta quarta o caixão com o corpo de seu líder por um trajeto de 6,3 quilômetros nas ruas de Caracas em um adeus épico a um presidente venezuelano que será simplesmente lembrado como "nosso comandante".
O cortejo fúnebre com o corpo de Chávez partiu às 10h45 locais (12h15 de Brasília) do hospital militar de Caracas, onde o líder venezuelano havia sido internado após voltar de Cuba em 18 de fevereiro, e levou sete horas para chegar à Academia Militar de Caracas, onde será velado até sexta.

Vestidos de vermelho, cor símbolo da chamada Revolução Bolivariana chavista, parentes, equipe de governo e milhares de partidários honraram o líder venezuelano, cujo corpo transitou pelas ruas da capital venezuelana em um caixão coberto pela bandeira do país.
"Chávez ao panteão!", gritavam seus partidários referindo-se ao mausoléu que ele construiu para abrigar os restos do herói da independência Simón Bolívar, herói da independência do século 19 que Chávez dizia ser sua maior inspiração. Muitos choravam e aplaudiam segurando fotos sorridentes do líder na despedida.
Uma guarda de honra presidencial escoltou o caixão enquanto ele avançava em um veículo pelas avenidas da capital até a Academia Militar. A previsão é de que na sexta ele  será enterrado na presença de chefes de Estado da região, incluindo a presidente do Brasil, Dilma Rousseff . O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já confirmou que viajará para Caracas. As autoridades venezuelanas, porém, ainda não informaram onde Chávez será sepultado.

Novas eleições
Após o luto pela morte, os venezuelanos esperam o anúncio de novas eleições presidenciais antecipadas, que, segundo o chanceler Elías Jaua, serão convocadas em 30 dias. A expectativa é de que a data seja anunciada após o período de luto oficial, decretado por sete dias.

No período da eleição até a posse do novo presidente eleito, o país será interinamente pelo vice-presidente Nicolás Maduro , que havia sido apontado como potencial sucessor e candidato governista por Chávez antes de ele embarcar para Havana para ser submetido à quarta cirurgia relativa a um tumor não especificado na região pélvica.
De acordo com a Constituição do país, porém, quem deveria governar interinamente nesse período seria o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Diosdado Cabello. A decisão do governo se ampara na interpretação da Suprema Corte que determinou a continuidade administrativa do governo Chávez e definiu como constitucional a prorrogação indefinida da posse, à qual ele não pôde comparecer em 10 de janeiro por causa da doença.
Em meio à agitação pública por sua morte, os venezuelanos terão de decidir entre dar continuidade à "Revolução Bolivariana" liderada por Chávez por 14 anos ou mudar o rumo do governo do país.

A data das eleições podem coincidir com a semana do 13 de abril, considerada histórica para o chavismo, por ser aquela em que Chávez retornou ao poder após o fracassado golpe de Estado contra seu governo, em 2002.
Espera-se agora uma disputa nas urnas entre Maduro e o governador de Miranda, Henrique Capriles , derrotado por Chávez na eleição presidencial de outubro . Essa será também a primeira prova de fogo para o chavismo como movimento político, já que não contará mais com Chávez.
Mesmo antes do anúncio da morte do líder venezuelano, o clima no país já era de pré-campanha. Capriles e os demais dirigentes da oposição, porém, têm tido cautela e respeito para tratar da morte do presidente, indicando um chamado ao diálogo.

"Essa não é a hora da diferença, é a hora da união, a hora da paz", disse Capriles ao ler um comunicado da coalizão opositora . "A Venezuela não pode se dar ao luxo de excluir ninguém. Aqui se impõe um diálogo nacional sincero entre todos os setores da vida venezuelana", afirmou.