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sábado, 14 de setembro de 2013

ANEL PODEROSO PARA PROTEGER MULHERES, FABRICADO NA INDIA



Índia lança anel para proteger mulheres de estupradores

Um anel criado para auxiliar na defesa feminina foi apresentado neste sábado em Bangalore, na Índia. O evento faz parte da campanha “Save my Sister” (salve minha irmã, em inglês), criada para tentar conter a onda de estupros no país.

O acessório foi batizado de ‘Picada Feminina’. Ele conta com uma microagulha e um compartimento cheio de capsaicina, o componente ativo da pimenta. Ao atingir o agressor, a substância se espalha pelo corpo, causando desconforto e dando uma chance para que a vítima fuja.

Pena de morte

O juiz Yogesh Khanna sentenciou à pena de morte nesta sexta-feira os quatro acusados pelo caso do estupro coletivo seguido do assassinato de uma jovem estudante em dezembro do ano passado e que comoveu o país.

Khanna justificou a condenação ao afirmar que o estupro seguido de morte é um "caso extraordinário entre os extraordinários", classificação usada na Índia para crimes bárbaros e traição.

"Este caso exige um castigo exemplar com a morte. Nestes tempos em que os crimes contra as mulheres estão aumentando, os tribunais não podem fechar os olhos", disse Khanna.

A vítima, uma estudante de fisioterapia de 23 anos, foi estuprada e torturada em Nova Dhéli por seis homens em um ônibus quando voltava para casa do cinema. A jovem morreu 13 dias depois em um hospital de Cingapura.

Problema se agrava

Quase um quarto dos homens interrogados no âmbito de uma grande pesquisa da ONU em seis países da região Ásia-Pacífico reconheceram indiretamente terem cometido estupro, revelando a magnitude de um comportamento que não se limita à Índia.

Este estudo, realizado com mais de 10.000 homens de 18 a 49 anos cujas identidades não foram reveladas, confirma que "a violência contra as mulheres é uma dura realidade", declarou Roberta Clarke, representante da ONU, durante sua apresentação nesta terça-feira em Bangcoc.

Os 10.000 homens interrogados formam parte de amostras não representativas da população, destacaram os autores da pesquisa, que desejam evitar as generalizações.

"Embora este estudo se concentre na Ásia-Pacífico, apresenta um interesse global", destacou a pesquisa, que foi alvo de um artigo no The Lancet.

Viu só amiga!!!??? Pense este anel aqui no Brasil?


sábado, 2 de março de 2013

NA ÍNDIA, O ATO DE BEIJAR EM PÚBLICO ESTÁ EM ALTA...





NA ÍNDIA OS BEIJOS ESTÃO EM ALTA; MESMO EM PÚBLICO.

Durante muitos anos, casais indianos não adotaram completamente o ato de beijar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MORTE DE ÍNDIA EXTINGUE IDIOMA E CULTURA DE TRIBO AMAZONICA








Morte de índia deixa tribo amazônica à beira da extinção
Em uma voz firme e profunda, Bose Yacu entoa os cânticos que ela aprendeu com seu pai na região boliviana da floresta Amazônica, há 50 anos.

Meu pai, Papa Yacu, cantava esse quando ele via trilhas de porco e saía para caçar... já esse outro, quando colhia amêndoas... e esse outro era para mostrar que vínhamos em paz, quando visitávamos alguém", explica Bose, ao fim de cada canção.

Busi morreu pouco depois da visita da BBC à sua tribo, no interior da Amazônia boliviana

Sentada do lado de fora de sua casa feita de madeira, Bose – uma mulher magra com longos cabelos negros presos em um rabo de cavalo – era a mais velha dos pacahuaras e a única que ainda mantinha algumas das tradições da sua tribo, como usar uma franja e um pequeno pedaço de pau em seu nariz, com uma pena vermelha de cada lado.
Quando eu a visitei em seu vilarejo, em setembro, senti que suas histórias e cânticos escreveriam o último capítulo da história de sua tribo.


Bose morreu recentemente, deixando cinco irmãs: as últimas pacahuaras do mundo.

 A notícia de sua morte não foi manchete em nenhum jornal, mas foi uma imensa perda, já que as pacahuaras não têm para quem transmitir seus conhecimentos.
'Poucos sobreviventes'
Dois séculos atrás, os pacahuaras eram um dos principais grupos indígenas na Amazônia peruana.

No final do século 18, eles "ocupavam um vasto território", mas "dois séculos depois, dá para contar na mão o número de pacahuaras que restaram", de acordo com o antropólogo francês Philippe Erikson, no prefácio de seu livro The Pacahuaras: The Impossible Reduction (em tradução livre – Os Pacahuaras: a redução impossível).

Os cinco sobreviventes dos pacahuaras vivem nas cercanias de Alto Ivon, um remoto vilarejo no nordeste da Bolívia, para onde eles foram relocados em 1969.

Missionários americanos ajudaram a transferi-los, para escapar de problemas que atingiam a tribo.
Era um período em que havia uma febre de produção de borracha em todo o mundo – e isso estava causando graves problemas para as tribos indígenas na Amazônia, alvo da exploração do produto.
Os pacahuaras dizem ter sofrido terrivelmente nas mãos de seringueiros brasileiros. De toda a comunidade, acredita-se que apenas a família de Bose sobreviveu:
"Lutamos muito. Meu pai foi atingido na cabeça e jogado no rio, mas ele conseguiu sobreviver e voltou para casa", conta ela.
Como restante da tribo, Bose não sabe sua idade exata, mas lembra de que chegou quando era adolescente em Alto Ivon.
Era a terra dos chacobos, uma tribo com raízes e língua similares. Hoje, cerca de 500 pessoas falam chacobo, que está na categoria "definitivamente em perigo", segundo a Unesco.
Já a língua pacahuara foi classificada como "em perigo crítico", apenas um estágio antes de "extinto".


Pacahuaras acabaram assimilando a cultura e a língua da tribo Chacobos

Trilha com machetes
Ambas as tribos falam línguas da família linguística Panoan. Os missionários do Instituto Summer de Linguística ajudaram os pacahuaras a se mudarem para uma região 200 quilômetros ao sul da Amazônia, para que eles pudessem ser assimilados pelos chacobos.

De acordo com o antropólogo boliviano Wigberto Rivero, "era a única opção para salvá-los, já que, por causa do número reduzido de membros, o crescimento biológico da tribo era impossível".

Os chacobos aceitaram a proposta dos missionários e alguns inclusive ajudaram na transição.

"Nós sabíamos que eles estavam enfrentando muitos problemas. Fizemos trilhas na floresta e espalhamos machetes e machados", conta Alberto Ortiz Alvarez, líder chacobo, que é o presidente o Conselho Indígena da Amazônia boliviana.
Ortiz lembra que quando viram que os objetos haviam sumido, sabia que a tribo estava perto e que em pouco tempo os encontraria.

Uma vez que os pacahuaras chegaram, foram recebidos com uma festa, em que receberam bananas e mandioca. O grupo era liderado pelo pai de Bose, que tinha duas esposas e seis filhos.
'Nossa cultura ainda está viva'
Mais de 40 anos após a migração, com o patriarca e suas esposas mortos, restaram seus seis filhos – sendo que quatro deles se casaram com membros da tribo vizinha e adotaram sua língua e seus costumes.

Maro é o mais novo dos pacahuaras. Ele chegou em Alto Ivon quando ainda era um bebê.
Ele já não fala mais sua língua nativa e diz que seus filhos não vão aprendê-la.

"Falar chacobo é mais direto. Eles não conseguem falar como Bose falava", diz Maro, que é casado com uma mulher chacobo.
De acordo com Rivero, "é um processo de assimilação irreversível" que começou com a língua e, em muitos casos, como o de Maro, se tornou uma assimilação social e cultural.
Cachorro de rua

A maioria dos pacahauras se casou com índios da aldeia vizinha

A maioria dos pacahauras se casou com índios da aldeia vizinha.
Bose era a mais velha e a única que se casou com um membro da tribo: Buca, que era cerca de 10 anos mais novo que ela.
"Quando eu era nova, não tinha um marido. Nessa época, meu pai se casou também com a irmã da minha mãe. E meu marido era filho da sua segunda mulher. Então, na verdade, meu marido e eu éramos meio-irmãos", disse Bose.

O casal não quis falar sobre o porquê de não terem filhos. E mesmo sabendo que isso significaria o fim da sua língua, não era algo que parecia preocupá-los.

"Não estou triste. Nossa cultura ainda está viva. Quando a gente morrer, ela vai morrer também", disse Buca, quando o visitei em setembro.

Mas após a morte de sua esposa, ele está vagando na floresta, "sozinho, como um cachorro de rua", contou Pae Dávalos, um chacobo.

A morte de Bose deixou Buca transtornado. E deve também deve ter entristecido o professor de chacobo Here Ortiz Soria, que estava tentando arrecadar fundos para registrar a história e a língua dos pacahuaras.

Soria, cuja filha é casada com a segunda geração pacahuara, queria entrevistar Bose e reunir palavras na língua da tribo para ensinar as gerações mais novas.
Mas a anciã pacahuara morreu antes disso, levando consigo os últimos capítulos da língua e da história da tribo.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Índia vai colocar mais policiais mulheres nas ruas...repaginar







Governo indiano diz que policiais 

mulheres

 estarão presentes em todas as

 delegacias de

 Nova Déli




Índia vai colocar mais policiais mulheres nas ruas

O governo da Índia anunciou que irá colocar mais policiais do sexo feminino nas ruas.

A decisão foi tomada depois da morte de uma estudante vítima de estupro coletivo em um ônibus em Nova Déli, no mês passado.
O ministro do Interior, Sushil Kumar Shinde, disse que policiais mulheres estarão presentes em todas as delegacias de polícia de Nova Déli e que novas policiais serão recrutadas em todo o país.
O governo indiano vem sofrendo grande pressão para melhorar as condições de segurança para as mulheres desde o ataque, que provocou uma onda de indignação na Índia.
O julgamento dos cinco suspeitos, acusados de estupro e assassinato, deve começar neste sábado. Um sexto suspeito está sendo submetido a exames médicos que irão determinar se ele tem idade suficiente para ser julgado no mesmo tribunal.
Atualizado em  4 de janeiro, 2013 - 11:41 (Brasília) 13:41 GMT